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Plantas tóxicas para animais

Quem é apaixonado(a) por plantas e por animais de estimação vive uma preocupação constante: minhas plantas podem ser tóxicas? Vamos ver no artigo de hoje.

 

Eu sei, eu também passo por esse dilema. Tenho dois gatos muito bagunceiros, que comeram quase todas as plantas de casa. Eventualmente as plantas que sobraram conseguiram um canto inacessível para crescerem em paz. Muitas vezes as plantas que a gente gosta podem ter substâncias tóxicas para os nossos pets, o que deve ser verificado com atenção.

 

Essas informações não são fáceis de encontrar, e pensando nisso preparei um dossiê em forma de lista com as principais plantas tóxicas para cães e gatos, entre as mais cultivadas, de acordo com a Sociedade Americana de Prevenção contra Crueldade com Animais (American Society for the Prevention of Cruelty to Animals - ASPCA) e o livro de plantas tóxicas publicado pelo instituto Plantarum.

 

O mecanismo de defesa das plantas

Antes, vamos entender um pouco como funciona a produção de elementos tóxicos. Ao longo da evolução, as plantas sempre tiveram uma desvantagem: elas não podem correr e fugir de seus predadores. Por isso as espécies que produziam seiva tóxica (ou espinhos, ou pelos urticantes etc.) conseguiam se proteger melhor.

 

Muitas dessas substâncias tóxicas estão na seiva e no interior das células das plantas, e causam reações como irritação da pele (e boca, olhos...) quando em contato direto. Quando ingeridas, podem causar vômitos, diarreia, úlceras estomacais e fortes cólicas intestinais. Algumas plantas, como a figueira (Ficus carica) possuem seiva capaz de realmente queimar a pele, se não for imediatamente lavada com água e sabão.

 

Claro que o simples cultivo de uma planta tóxica não é algo alarmante, se a planta for tratada com respeito. Mas quando temos crianças pequenas ou bichinhos de estimação que não podem discernir entre a curiosidade sinestésica e o observar com cuidado, a melhor opção seria não ter essas plantas por perto.

 

Considerações importantes

Espécies vegetais mesmo “não listadas” como plantas tóxicas podem fazer mal para diferentes animais de estimação. Converse com o veterinário do seu animal de estimação para se assegurar que seu pet está protegido.

 

Como já comentei, informações sobre a toxicidade de plantas ornamentais são difíceis de encontrar. Uma espécie não listada não significa que ela é totalmente segura. As vezes ela simplesmente não foi registrada como planta tóxica ainda. O melhor a fazer é ter respeito pelas plantas e sempre lavar as mãos depois de manuseá-las.

 

As principais espécies de plantas tóxicas

Vou fazer um agrupamento por família botânica, já que numa mesma família muitas plantas compartilham características semelhantes. Clique no nome científico para ir para as imagens no Google.

 

Família Agavaceae

Cordiline (Cordyline terminalis)

Espada de São Jorge (Sansevieria trifasciata)

Lança de São Jorge (Sansevieria cylindrica)

 

Família Amarilidaceae

Amarílis (Hippeastrum sp.)

Clivia (Clivia miniata)

 

Família Apocynaceae

Rosa do deserto (Adenium obesum)

Alamanda (Allamanda cathartica)

Espirradeira (Nerium oleander)

 

Família Araceae

Quase toda a família das aráceas possui uma substância chamada oxalato, que causa irritação. As principais espécies cultivadas são:

Antúrio (Anthurium andraeanum)

Filodendro (Philodendron, várias espécies)

Costela de Adão (Monstera, várias espécies)

Jiboia (Epipremnum aureum)

Comigo ninguém pode (Dieffenbachia, várias espécies)

Singônio (Syngonium angustatum)

Lírio da paz (Spathiphyllum, várias espécies)

Copo de leite (Zantedeschia aethiopica)

Caladio (Caladium hortulanum)

Zamioculcas (Zamioculcas zamiifolia)

 

Família Araliaceae

Brassaia (Schefflera actinophylla)

Cheflera (Schefflera arboricola)

Hera (Hedera helix)

 

Família Asparagaceae

Pau d’água (Dracaena fragrans)

Dracena (Dracaena surculosa)

 

Família Begoniaceae

Begonia (Begonia sp.)

Begonia Rex

 

Família Commelinaceae

Lambari roxo (Tradescantia zebrina)

Trapoeraba roxa (Tradescantia pallida)

 

Família Crassulaceae

Crassula (Crassula argentea)

Kalanchoe (várias espécies)

 

Família Cycadaceae

Cica (Cycas circinalis/ Cycas revoluta)

 

Família Ericaceae

Azaleia (Rhododendron sp.)

 

Família Euphorbiaceae

Poinsetia (Euphorbia pulcherrima)

Jasmim manga (Plumeria rubra)

Euforbia fire stick (Euphorbia tirucalli)

 

Família Geraniaceae

Gerânio (várias espécies)

 

Família Hemerocallidaceae

Hemerocallis (tóxica para gatos e não tóxica para cães)

 

Família Moraceae

Figueira benjamina (Ficus benjamina)

Figueira (Ficus carica)

Unha de gato (Ficus pumila)

Falsa seringueira (Ficus elastica)

Figueira lira (Ficus lyrata)

 

Família Phytolacaceae

Guiné (Petiveria alliacea)

 

Família Potulacaceae

Onze-horas (Portulaca oleracea)

 

Família Solanaceae

Trombeta (Brugmansia arborea)

Manacá de cheiro (Brunfelsia uniflora)

Dama da noite (Cestrum nocturnum)

 

Família Strelitziaceae

Strelitzia (Strelitzia reginae/ Strelitzia juncea)

 

Família Verbenaceae

Lantana (Lantana camara)

 

Família Zamiaceae

Zamia (Zamia furfuracea)

 

Conversa com especialista

Pensando em iluminar mais o assunto, conversei com a Médica Veterinária Dra. Marina Neves Arrizabalaga. Ela é consultora em alimentação natural para cães e faz atendimento em domicílio. Vamos ver o que a Dra. Marina conta para a gente.

 

É verdade que os bichinhos de estimação reconhecem plantas tóxicas e evitam comer?

Infelizmente não ... o animal que possui o hábito de comer plantas não saberá diferenciar uma espécie inofensiva de uma espécie tóxica, e é aí que entra a nossa responsabilidade! Devemos evitar o contato de nossos pets com os tipos de plantas potencialmente tóxicas.

 

O que devemos fazer quando percebemos que nossos pets comeram ou mastigaram alguma planta tóxica?

O ideal é entrar imediatamente em contato com seu veterinário de confiança e ter em mãos a planta ou uma foto da planta que o animal ingeriu ou mastigou. O potencial de intoxicação varia de acordo com espécie da planta. Dessa forma, o animal pode apresentar sintomas agudos (vômitos e diarreia) e nos casos mais graves até vir a óbito.

 

É normal um cão ou gato querer comer plantas o tempo todo?

Os cães possuem um hábito natural de ingerir grama em pequenas quantidades quando sentem algum desconforto gastrointestinal, induzindo assim vômitos que irão aliviar esse desconforto.

Animais que ingerem grama com muita frequência, devem ser examinados por um veterinário para que seja descartada a possibilidade de alguma alteração gastrointestinal ou algum outro tipo de problema.

No caso de outras plantas, não é comum quererem comê-las o tempo todo. Porém, para alguns indivíduos, o odor e sabor podem ser atrativos.

Para os gatos, o instinto de caça pode levá-los a brincar e mordiscar as plantas. Animais entediados e estressados tendem a ser mais “destruidores” de vasos e jardins, aumentando assim a ingestão de plantas.

Atenção especial com os filhotes!!! Por serem extremamente curiosos, gostam de brincar, mordiscar e comer as plantas que estão ao seu alcance!

 

É possível mudar o comportamento de um cão ou gato para não comerem nossas plantas?

Existem algumas dicas que podem funcionar para alguns animais, como borrifar água de infusão com cravo e canela nos vasos e plantas que o animal demonstrar interesse. No caso de animais ansiosos e entediados a oferta de novos brinquedos e brincadeiras com seu tutor, assim como passeios frequentes podem melhorar essa condição. Por serem muito inteligentes, certamente podem mudar esse comportamento, porém no caso das plantas tóxicas, a melhor medida é não as ter em locais onde os pets têm acesso!

 

E já que estamos falando em ingestão de plantas tóxicas, quais alimentos humanos são totalmente proibidos para cães e gatos?

São tóxicos e proibidos para animais: chocolate, café, cebola (a ingestão pode ser fatal!), Xilitol (adoçante), carambola, macadâmia, uvas, uva passas, casca e folhas de abacate. Tomar cuidado também com: doces em geral, frituras, massas cruas de pães e bolos, osso de frango cozido, semente de linhaça crua, sementes de maçãs e peras.

 

Para entrar em contato com a Dra. Marina é só mandar um e-mail para: marina.arriza@hotmail.com

 

Um jardim seguro é aquele que promove o bem-estar de todos os seus habitantes. Por isso, pensar com cuidado a escolha das plantas garante um espaço para ser aproveitado sem preocupações.

 

Imagem de capa: Pacto Visual, from Pixabay

 

 

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